Lulopetismo: misticismo e vigarice

O rebaixamento das instituições é a marca indelével tatuada na pele áspera e gosmenta do lulopetismo, essa seita que capturou corações e mentes e transformou o exercício de governar numa descarada ação de compadrio que nos remete às mais remotas práticas do pratrimonialismo que aportou por aqui em naus portuguesas.

O lulopetismo é a síntese do que pior pode acontecer a uma república. Uma mistura de misticismo com vigarice. Um elenco de achaques ao Estado de Direito porque só reconhece leis e normas se elas servirem a um projeto de poder que não pode ser obstado.

Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo, foi um dos primeiros a sofrer os ataques da seita. Ao enquadrar a cúpula do partido dos trabalhadores, no processo batizado de Mensalão, Barbosa pôs a primeira pá de areia na cova onde será enterrada essa ideia que tem por objetivo subjugar o estado em favor de suas taras totalitárias.

A honra, a cor, a índole do ministro foi vilipendiada por asseclas que, como capatazes, atendem ao comando dos “capitães-do-mato” da organização partidária que pretende o poder eterno. O negro não era o negro amestrado que eles queriam. Era, ao contrário, um julgador imparcial, algo que é encarado por eles como uma afronta, porque só conhecem a linguagem da subserviência. Eles queriam um negro de joelhos, mas encontraram um homem altivo, cônscio de suas atribuições como agente político. 

Insatisfeitos com a condenação de seus herois, mas com aquela soberba digna de gângsteres, eles continuaram a traficar influências, a assaltar o estado com aquele apetite pantagruélico dos que não se saciam nunca. A natureza é implacável, não arreda e impõe sua força. Os lombrosianos não conseguem se libertar de seus desígnios.

Os alvos da sanha lulopetista, agora, são a Polícia Federal, a Justiça Federal, o juiz Moro e a imprensa, que leva ao público as informações que eles adorariam esconder.

Ao se aproximar do Chefão, para emparedá-lo ante a sua conduta nada republicana, as instituições brasileiras dão uma respirada, a despeito de anos e anos de aparalhemento.

Só há dois caminhos a seguir doravante: o lulopetismo sobrevive e seu chefão sai mais forte ainda, ou as instituições esmagam, com a força do estado democrático, toda essa organização de achacadores voltada para a prática reiterada das mais nefastas ações que se têm notícia numa terra tão acostumada com bandalheira.

Ou seja: os contornos continentais que delimitam essa nação não podem abarcar essas duas forças antípodas: lulopetismo e república. A presença de uma elimina a outra, peremptoriamente.

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