Política, galos e morte

No tempo das crônicas. Nesse texto, eu brinco com uma notícia que dava conta do sacrifício de galos. E aproveito para dar uma estocada nos nossos políticos.

A ladainha da sucessão estadual ganha gás toda vez que uma pesquisa de intenção de votos é apresentada. Uns se assanham, outros se recolhem

Enquanto isso, os velhos políticos, partícipes dos velhos governos, metralham o atual governo com denúncias. Nada de novo nisso, a não ser o Fábio Novo, que atua diligentemente contra-atacando

 Uma quase novidade é a saída do nosso Senador-loquaz do PMDB para o PPS. Alegando abandono, o ex-governador prefere migrar para outra sigla. Aqui para nós: melhor para os dois: desincharam.

No mais, só os galos. Flagrados em pelejas sangrentas, incentivadas pelos “empresários” de briga, com o bico dos outros, é claro, as aves galináceas receberam a pena mais sumária e cruel da história: morte e incineração.

Com essa pena capital, dá até para evocar Manuel Bandeira e pedir emprestada a poesia dele, colocando-a no bico de algum Capão brigão: Quando a indesejada das gentes chegar, (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: – Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com os seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a  mesa posta. Com cada coisa em seu lugar”.

 Dá pena! Aqueles que um dia foram frangotes, se soubessem nunca teriam crescido, estão condenados à morte e incineração, por terem se tornados velhos guerreiros, brutos, bravios, dopados de antibióticos.

 Ah!! se eles pudessem se rebelar, como ocorreu na distopia “Revolução dos Bichos” escrita magistralmente por George Orwell. Ao invés da resignação com a poesia de Bandeira, os galos, envoltos pelo espectro revolucionário, buscariam, na obra do inglês, a inspiração para o motim.

“Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asa, é amigo”. Seriam as palavras de ordem dos galos enfurecidos.  E assim, tomariam de assalto as rédeas da situação.

Ao final, não foi preciso nenhuma coisa nem outra, pois ainda existem juízes em Teresina.

Por enquanto, os galos estão a salvo do cutelo e do fogo esfomeado, que crepita na espera das aves campeãs de briga.

Se a decisão precária que impediu a “execução” dos galos cair, rogo, pelo menos, que as cinzas deles sejam jogadas no “Velho Monge” e a cidade pare, ao menos por um minuto, em homenagem aos guerreiros emplumados.

Uma opinião sobre “Política, galos e morte”

  1. cada dia que passa fico mais triste com o destino que este cruel IBAMA da aos galos de briga, os coitados não tem chance , “nunca!!!!!!”gostaria muito que isso mudasse, que alguém tomasse as rédeas da defesa dos galos de briga , esta espécie é milenar , sei de um relato horroroso que aconteceu no estado do paraná, onde mais de cem galos foram incinerados vivos!!!!!!!!isso tem que acabar!!!!por favor ajude a salvar esta valiosa espécie

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